Princípio vital, Vitalidade, Alma e Espírito

Na introdução do Livro dos Espíritos (KARDEC, 2017, p.8), Kardec cita a dificuldade em definir algumas questões, quando as diversas línguas se utilizam de uma mesma palavra para representar coisas distintas.

Isso ocorre, por exemplo, com a palavra “alma”, que para os materialistas seria “o princípio da vida material orgânica”, neste caso se extinguindo com a morte do corpo. Para outros seria o “princípio da inteligência do qual cada ser abserve uma certa porção”. Nesse caso, só haveria uma alma e cada ser tomaria uma porção dela, devolvendo-a ao todo no momento da morte. Apesar das duas se diferirem, no segundo caso a questão da individualidade também estaria prejudicada, uma vez que ao morrer o ser perderia sua individualidade (sua conciência). Finalmente, para os espiritualistas, a alma é “um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade após a morte” (KARDEC, 2017, p.8).

Sem julgar as diversas utilizações para a palavra alma, Kardec a denomina conforme descrito a seguir, antes porém trazendo algumas definições prévias:

“Princípio vital” é o princípio que existe em todos os seres vivos, desde as plantas até os homens. Tal princípio não possui relação com a faculdade de pensar.

“Fluido vital”, fluido magnético, fluido elétrico animalizado ou fluido nervoso é um fluido universalmente espalhado de onde cada ser vivo absorve uma parcela durante a vida.

Em virtude da palavra “alma” ser utilizada de diversas maneiras, Kardec exemplifica que o melhor então seria especializar tal palavra, por exemplo classificando-a de formas diferentes. Teriam, por exemplo, as classificações de “alma vital” para definir o “princípio vital” comum a todos os animais. “alma intelectual” que pertenceria aos animais e aos homens e “alma espírita”, que pertenceria somente aos homens.

Na obra de Kardec a palavra “alma” é utilizada para definir o Espírito encarnado. Ao desencarnar, trata-o apenas como Espírito.

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